quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Agora não posso mais dizer que nunca ganhei nada

O perfil so Submarino Viagens no twitter, o SubViagens, lançou uma promoção semana passada que dizia para completar a seguinte frase: "Aventura para mim é..." O prêmio se tratava, como não poderia ser de outro jeito, de um Guia de Viagens de Aventuras. E advinha quem ganhou?! Isso mesmo, euzinha! Mas é obvio que vou compartilhar com vocês, jamais seria egoísta neste quesito. Fiquem atentos às promoções que posto no twitter do ViagemPlanejada e que estão dispostas nesta página ao lado esquerdo. Procurem participar. Você pode ser o próximo ganhador.

Comecem testando a sorte e sua habilidade visual com essa promoção da CVC no twitter.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Já no ínicio do dia uma mudança de planos

Descemos para o café no Catalinas Suites. O cardápio era sempre o mesmo, mas até que as opções não eram tão ruins. Presunto, queijo, pães variados, sucos, chás, café, medialunas, sachês de dulce de leche em abundância, manteiga, salada de frutas e outras coisas mais. Fomos para a rua arrumar um taxi para seguirmos ao bairro La Boca. Nenhum taxi parava para nós. Chamamos vários e estavam todos ocupados. Fomos até uma avenida próxima e nada disponível. Então voltamos ao hotel e pedimos ajuda ao rapaz da recepção, que inclusive entendia e falava um potuguês muito bom e sabia até diferenciar nossos sotaques regionais. Ele foi até a porta e lá vinha mais um taxi. ele fez sinal e o veículo parou.Será que não sabemos nem pedir um taxi? Na verdade é normal, não há segredo, só estavam mesmo ocupados os que chamamos.  

Tentativa de golpe 
Pedimos então que ele nos levasse até o Caminito. A resposta foi que a passagem até o caminito não estaria disponível porque estava acontecendo uma maratona da adidas. Então ele começou a nos dar várias outras opções de lugares. Eu sugeri então irmos a Recoleta e depois do 12h retornarmos aos nossos planos. Assim fomos ao bairro  Recoleta. Ele nos deixou em frente ao Design Center. A corrida foi $15 . Marco ficou no carro para pagar e todos nós saimos. Primeiro ato falho. Deveríamos ter permanecido para qualquer eventualidade. Ele pagou com uma nota de $20 e o taxista o devolveu o troco de $5. Marco tirou todo o seu dinheiro que carregava ali no momento para guardar o troco. Segundo ato falho. Nunca mostre o que você tem. O taxista muito esperto e ligeiro levou a mão a uma nota de cem e começou a mostrar ao nosso amigo como se verificava uma nota falsa na Argentina. Nesse processo ele trocou a nota de cem por uma de dois que já estava preparada no banco do passageiro. Marco disse ter percebido a troca porque ele ainda nao tinha nenhuma nota pequena, não havia ainda trocado seu dinheiro. As únicas notas que possuia eram as de cem e a de 20 a qual pagou o taxista. Então ele retrucou dizendo: "Você pegou uma nota de cem minha e me devolveu essa de dois". O cara ainda se fez de bobo. Mas Marco insistiu: "Essa nota ai que você jogou é minha, e essa é sua." E então trocaram as notas. E o taxista fez-se de desentendido se desculpando. Na Argentina, principalmente em Buenos Aires é bom ficar bem atento com os golpes. Vou pesquisar mais a respeito e postarei em breve uma lista de golpes para que fiquem bem atentos. 

Recoleta: Cementerio, Basílica Nuestra Senõra del Pilar e la Floralis Genérica
Bom, na verdade o bairro oferece muito mais que isso. Mas foram os lugares em que mais passamos o tempo e que mais marcaram. Ainda oferecem a biblioteca Nacional, Centro Cultural, Museu Nacional de Belas Artes, Palais de Glace e a gloriosa Avenida Alvear e o Design Center. Começamos por este último, mas encontrava-se ainda fechado. Era bem cedo. Umas 9h da manhã ainda. Então seguimos por cima e chegamos a Basílica. É uma igreja muito simples por fora, mas que por dentro carrega riquíssimos altares e belissimas imagens. A igreja estava cheia de fiéis que acompanhavam a uma missa. Por isso não nos foi possível fotografar. Ficamos um pouco para a missa. Esta paróquia, que nos foi informada ser a mais antiga da cidade, tornou-se Monumento Histórico Nacional em 1942. Ela foi contruída por jesuítas em 1732 e possui uma arquitetura colonial das mais importantes. 


Seguimos para o cemitério. Ele foi contruído por monges frenciscano em 1822 e é um dos pontos turísticos da cidade não por desejos mórbidos dos turistas, mas sim pelo interesse que possuimos sob personagens históricos e pessoas famosas. Este é o mais aintigo cemitério da cidade onde descansam presidentes, militares e grandes nomes da  história argentina. A maioria dos turistas buscam pelo túmulo da família Duarte que é onde está o corpo da Evita. Há também muitas imagens belas de anjos, bustos, e representações de acordo com a história da família ou daquela pessoa ali enterrada. O cemitério é repleto de histórias chocantes e lendas. Os caixões não são enterrados, eles ficam dispostos um sobre os outros dentro de pequenos mausoléus. Separados por famílias ou como já disse, de acordo com suas participações na história do país. São, na maioria, belos mausoléus com lindas imagens representativas do lado de fora. Há uma dessas em uma das esquinas do cemetério, de uma menina abrindo uma porta. É uma imagem tocante e a garota que se encontra ali também possui uma história (ou lenda) chocante, contada pelos guias locais. Trata-se de uma garota que o namorado, envolvido com a mãe dela, lhes davam uma substância que causava catalepsia, com a finalidade de fazer a garota dormir para que eles pudessem ficar juntos. Um dia, a menina, encontrada sob o efeito do remédio, foi dada como morta. A avó sonhou que sua neta vivia e pediu que abrissem seu túmulo. Assim feito foi descoberto arranhões pelo corpo, rosto e caixão. O que levou a avó a construir este túmulo no cemetério da Recoleta com tal imagem da sua neta abrindo uma porta.

Saimos dali, passamos pela praça França e seguimos para a direção da Universidade onde fica a Floralis Genérica bem ao lado. É um monumento novo na cidade, de 2002. Trata-se de uma flor mecânica que se abre durante o dia e fecha pela noite. É toda feita de aço e alumínio e possui 20 metros de altura e seis pétalas. Ela foi doada pelo arquiteto Eduardo Catalano. É um tanto bonita, infelizmente não tive oportunidade de vê-la durante a noite. Fotografamos e descansamos por ali alguns minutos. Esperávamos o Design Center abrir, assim concretizado, seguimos para lá. Realmente é um lugar muito interessante. Funciona como um shopping cheio de lojas de objetos para casa. Tudo sobre decoração. Infelizmente não tem como trazer tudo para casa, mas vontade dá. Fomos até uma padaria próxima e compramos água e trocamos um pouco do dinheiro para evitar qualquer outra tentativa de golpe. Pegamos mais um taxi para voltarmos aos nossos planos. E lá fomos nós a caminho de El Caminito, em La Boca. 

Um bairro nas mãos e principalmente nas cores de um pintor
La Boca sempre foi um bairro decadente, ainda mais por ser portuário. Aqueles típicos locais de cortiços, de trabalhadores imigrantes, prostituição e tudo mais. Até que uma figura importante surge para transformar a vida daquele lugar marginal. É o pintor Quinquela Martín, o criador do que hoje é um  dos cartões-postais mais visitado da cidade: o caminito. Pinturas, murais esculturas, esse pintor, junto com outros amigos, trouxe a cor e a vida para o local. O caminito é uma rua de 100 metros considerada um museu a céu aberto. É um lugar quente. Ao meu olhar é o melhor ponto de Buenos Aires. Se um dia voltar, quero poder tirar um dia inteirinho para sentar em uma das mesas dos vários restaurantes tradicionais que compõem a rua e passar a tarde toda tomando um vinho argentino, ouvindo milonga e assistindo a belas coreografias de tango. Comprar artesanatos locais sempre seguindo as cores e a formatação marcante do lugar. Até mesmo as letras de anúncios e nomes são característicos e típicos. Como não poderia deixar, comprei dois pôsteres, um da esquina do caminito, e outro de Carlos Gardel. Nos divertimos por ali, forotografei muito e me apaixonei pelo lugar. Mas que fique um conselho, evite andar fora do caminho turístico do bairro, pode não ser muito tranquilo e te render algumas dores de cabeça.

Próxima parada: estádio Alberto José Armando, La bombonera. O nome ao qual é conhecido o estádio do Boca é devido ao seu formato de caixa de bombons. Dentro do estádio reserva um museu do time. Museo de la Pasión Boquense. É bem legal, recomendo a visita completa tanto ao estádio quanto ao museu. Alexandre porém, saiu do estádio dizendo que perdoou todas as derrotas de seu time ali. É pequeno o campo e a torcida fica bem colada. É muito proximo, realmente. A pressão não deve ser fácil. Eu procurei por um casaco feminino do Boca tanto para mim quanto para uma amiga que havia encomendado.Mas nada satisfatório e nem por bons preços. Não tivemos muita sorte com compras. Bom, o hotário de funcionamento é de 10 às 19h, sendo que a bilheteria fecha as 18h. Pois bem, vamos ao preço. Apenas $25 por pessoa a visita para o estádio e museu.

As antiguidades do bairro San Telmo
Pulamos o Parque Lezama. Mais uma vez um taxista interferiu e nos influenciou a não descermos no parque pois não haveria nada a se fazer. Eu ainda era minoria. Ficamos então sem ir a Igreja Ortodoxa Russa que fica nesta praça. Então seguimos direto para a feira de San Telmo que acontece aos domingos. Na verdade, é mais alguns quarteirões também bem calorosos como o bairro La Boca, com lojas que vendem antiguidades bem interessantes e muito bonitas para quem gosta do estilo. Eu adoro! As ruas fervem. Encontramos um grupo que tocava ali na rua um pouco de Tango e Milonga. Muito legal. Eles vendiam o CD por $25. A Tati, nossa companheira de viagem, comprou um. Com certeza iremos copiar (risos). Ok! O estilo de música acaba agradando. Você se acostuma com a batida e não tem como não gostar. Eu estou louca para adquirir um CD com os mais populares e famosos sons do tango argentino.

Neste momento já estávamos corrompidos pela fome. Só pensávamos em encontrar algum lugar para comer e degustar um bom vinho argentino. Em uma das esquinas movimentadas uma jovem garota nos parou com panfletos de um restaurante e nos convidou a ir lá. Nos explicou sobre a Parrilla que vinha impressa no folheto e disse que era composta por miúdos. Nos alertou que a ela não agradava o prato, mas que muitos turistas experimentavam. Preferimos, naquele momento de muita fome, não arriscar. Ela nos levou até o Antigua Tasca de Cuchilleros em que pedimos massa. Alexandre e eu optamos por um vinho branco chamado San Felipe. Era da bodega La Rural da tradicional família italiana Rutini. Produzido em Mendoza. Eu simplesmente adorei esse vinho. Certeza que comprarei outro por aqui. Assim que descobrir o valor de um desses no Brasil informo aqui. Passamos por um café Havanna e seguimos pela rua movimentada. Neste momento fomos surpreendidos por uma festa muito gostosa. Era um batuque de rua, estilo Olodum, obviamente não dava nem para se comparar. Mas apenas um estilo. Era um batuque gostoso e bem brasileiro. As meninas tentavam sambar. Mas nada que chegue ao perto de nossas raízes também. Era vários pequenos grupos que andavam fazendo festa ao redor do quarteirão.

Passamos em uma das várias e famosa sorveteria Freddo para experimentar o consagrado sorvete de doce de leite. Uma casquinha por $12. É realmente muito gostoso, mas enjuativo, muito doce. Não vale a pena um tamanho grande. O menor já dá pra satisfazer e matar a curiosidade, acredito. Continuamos a caminhar e encontrar situações e artistas diversos de rua. Fantoches, menino que pinta com os pés, artesanatos, bijouterias, entre outros. Procurávamos pela Casa Mínima. É a menor fachada da cidade, são apenas 2,2 metros de uma construção do século 19. Era apenas para passar em frente e forotografar mesmo. A seguir procurávamos apenas o caminho para o hotel e seguimos para Puerto Madero que era a referência mais próxima. Passamos pela frente da Casa Rosada e tivemos a oportunidade de fotografá-la durante a noite. Voltamos a Puerto Madero passeando pelo porto até o Catalinas. Planejávamos sair novamente mas o cansaço não nos deu nem um pouco de disposição. Passamos o dia todo caminhando e era muito preciso descansar. O dia seguinte também seria bem corrido e todo feito a "viação canela". Buenas Noches!

Foto 1: Casa Rosada durante a noite, sede da presidência argentina
Foto 2: Cemitério da Recoleta, criado por monges fransciscanos
Foto 3: Floralis Generica, flor artificial do bairro Recoleta 
Foto 4: Esquina mais famosa do bairro La Boca, El caminito
Foto 5: Uma das virtines de antiguidades do bairro San Telmo

Foto 6: Vinho branco da Bodega La Rural, San Felipe, tomado em restaurante no bairro San Telmo

domingo, 11 de outubro de 2009

Primeira noite de chuva e vitória contra o Peru

Ainda vou lhes contar sobre a aventura de ter perdido a reserva do albergue um dia antes de embarcar. Chorei, gastei três ligações para a Argentina tentando acertar os ponteiros, mas nada feito. A maioria dos hotéis já não tinham vaga para o dia 10 e 11 por conta do feriado nacional, também na Argentina, no dia 12. Com um pouco de paciência, misturada com desespero, conseguimos algo até agora considerado bom.

Então, mas o primeiro dia. Chegamos e fomos negociar o taxi. um desses taxistas "livres" que ficam dando sopa do lado de fora do aeroporto nos ofereceu o mesmo preço da corrida do Taxi Ezeiza. Mas como não havia nenhuma vantagem interessante e para não correr o risco, além do que eles nos ofereciam a volta por um preço melhor, dizia o cartaz. Compramos a ida por $98, mas descobrimos que a promoção da volta por $78 não valia para quatro pessoas. Mas tudo bem. Fomos assim mesmo. O carregador nos pediu uma gorjeta. E disse que poderia ser em peso ou real, tanto fazia. Ele não ficou muito feliz quando lhe demos 2 pesos. Nosso único trocado naquele momento.

O taxista não era muito amigável. Até tentamos puxar algum papo com ele. O máximo que rendeu foi ele nos dizer seu nome: Aníbal. Passamos em frente a Casa Rosada, mas ainda não deu para se ter uma idéia boa do centro da cidade. Chegamos no hotel, nos apresentamos, mostramos o comprovante de nossas reservas. A recepcionista nos informou de um problema que eles tiveram no piso do Hotel e nos mandou para outro Hotel da mesma rede, e no mesmo quarteirão. Ok então. Em dois dias fomos obrigados a aceitar qualquer proposta. Até porque, não tínhamos muita opção. E eu que pensava que os elevadores italianos fossem únicos, porém, o do Catalinas Suites é bem italiano.

Chegamos, nos acomodamos e fomos direto nos arrumar para sair. Mais uma vez aqueles consagrados números da embratel nos salvou. Mandamos notícias para casa de um orelhão. Seguimos a caminho de Puerto Madero. Entre umas e outras fotos começou a chover de repente. E não foi uma simples chuvinha. Ainda bem que não estávamos em frente a um Cabaña las lilas, onde tudo é caro. Mas estávamos em um Parrilla Argentina onde é tudo mais em conta. Gastamos, incluindo os 10% que não vem intimidando você em sua conta, mas sim como gorjeta opcional, jantamos por $ 270 para 4 pessoas. Foram entrada com pães, salada, dois tipos de carne, um merlot e algumas outras bebidas, como água e refrigerante.

No restaurante, até os garçons paravam e ficavam vidrados na televisão para qualquer ameaça de gol da Argentina. Mas pelo menos ali, não senti nenhuma vibração que chegasse aos pés do Brasil. Sem rivalidades, juro.

O restaurante, sem ironia e sem recriminação em minhas palavras, tinha uma decoração que se assemelhava com um estábulo. Decoração uma graça e um lugarzinho bem aconchegante. Os garçons um tanto prestativos e simpáticos. A churrasqueira era como um aquário, fechada por vidros, mas de forma que os vsitantes tenham acesso a sua curiosidade em ver como preparam a carne. Combinamos de dar mais uma volta por Puerto Madero antes de retornar ao albergue. Porém, a chuva continuava, e não era fraca. Fomos vencidos pelo cansaço e decidimos encarar a chuva. Chegamos ben molhados no hotel. E ainda fizemos uma pausa para a foto histórica.

Agora já está passando da hora de dormir. Amanhã cedo nos aventuramos por La Boca, San Telmo e Centro. Dessa vez, prometo levar o guarda-chuva. "Yo soy Periodista"... "Saludo"... "Gracias"...

Foto 1: Puente de la Mujer, monumento simulando a dança de um tango no bairro Puerto Madero

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A moça do tempo da web

Então, a Mônica Sousa, autora do blog batendo-perna, jornalista e minha ex professora de faculdade, indicou uma ótima página para verificar a previsão de tempo do seu destino. Assim fica bem mais fácil organizar as roupas a levar e preparar o guarda-chuva ou o protetor solar. O site é o wunderground. Além deste que possui um ótimo histórico de previsões, ainda recomendo o weather que é bem eficiente e objetivo.Os dois já estão inseridos em nossa lista de links úteis para a sua viagem na coluna da esquerda.

Cuidado! Seu voo pode estar adiantado

Hoje chegou a revista Viagem e Turismo deste mês. Na coluna Férias Frustradas já me deparei com uma questão que me preocupou de pronto. Um casal que viajaria para Buenos Aires ficou para trás porque chegou ao aeroporto com uma hora de antecedência e seu voo havia sofrido alteração. A companhia adiantara por conta de um remanejamento na malha aérea. O avião sairia anteriormente às 21h35 e às 20h30 já estava a ponto de decolar e o casal foi impedido de embarcar.

Nem terminei de ler as dicas da VT para estes casos. Corri para frente do computador e entrei em contato com a Star Brazil, para saber se houve alguma alteração no meu voo. Negativo. Até o momento nenhuma alteração, graças a Deus. Então pensei: essa é uma boa dica para meus leitores viajantes. Conferir sempre se ocorreu alguma alteração nos horários de seu voo. Principalmente se fizer escala. 

No caso da história publicada na revista, o casal errou ao não cumprir o horário recomendado que é duas horas de antecedência para viagens internacionais. A empresa disse ter tentado contato por telefone, mas não fez nenhum contato por escrito, e assumiu o erro reembolsando a diária não utilizada pelo casal. Então vale a pena não deixar a responsabilidade toda nas costas da agência ou copanhia e tentar confirmar o horário de partida. Evitar aborrecimentos e dores de cabeça é sempre a melhor opção. E perder uma viagem planejada é sempre muito frustrante. Corta toda aquela boa ânsia. Pensem nisso.  

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Próximo destino: Argentina

Olá viajantes! Estou aqui em uma breve passagem para me desculpar a respeito da falta de uma periodicidade regular. Prometo melhorar este aspecto e cumprir prazos. Mas a melhor das notícias é que estou indo para Argentina no próximo sábado, dia 10. E a boa mesmo é que vou tentar dar notícias de lá. Vai ser uma semana conhecendo Buenos Aires e um breve passeio pelas vinícolas de Mendoza. Loucura, eu sei. Mas é bom arriscar. Já pesquisei muito, montei o guia, comprei um mapa, e estou no momento "organizar o que levar". Vai ser minha primeira viagem com uma D-90 (lente 18-105 mm), vou tentar trazer ótimas fotos para vocês.

Alexandre, obviamente está indo comigo. Dessa vez um casal de amigos irá nos acompanhar, Marco e Tati, e também já descobrimos que nosso professor de italiano,Gleison, juntamente com a esposa, Gleicyane, vão pintar por lá na mesma data. Então, a data. Partiremos de Belo Horizonte para São Paulo às 7h e da capital paulista para Buenos Aires às 13:55. Vale informar que a passagem com saída de Sp custou R$ 572,38, dividido de 5 vezes pela LAN Argentina, comprada através da agência Star Brazil. Optamos em voltar por Sampa para fazermos compras no free shop de lá. Muito mais farto que o de BH.

Fiz o favor ainda de reservar 1 dia só para compras. Serão 7 dias no total e se tudo correr bem, contarei todos os detalhes, dicas, preços, informações relevantes e até irrelevantes para quem deseja planejar sua viagem para a capital Argentina. E claro, novas histórias. Fiquem ligados no twitter e no blog durante o período do dia 10 ao dia 17 que enviarei algumas breves notícias.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

La Torre Pendente e Le Mura


Acabamos não comprando nenhum mapa de Pisa e ainda descobrimos que havia uma estação (que não é a central) que daria direto na praça onde fica o Duomo e a torre de Pisa, chamada pelos italianos de "la torre pendente". Assim, hospedados ainda em Florença, compramos passagem por 5,6 EUR, e descemos na tal estação de nome S. Rossore. Fomos então conhecer a torre inclinada. A cidade não tem muito o que ser conhecida. Não nessas viagens rápidas que fazemos. O principal é mesmo a Praça dos Milagres. O céu azul com algumas nuvens brancas e espessas espalhadas juntamente com aquela construção imensa e branca ao redor dava uma linda paisagem. Nas ruas ao contorno da piazza encontra-se uma feirinha onde você pode comprar desde comida a lembranças. Conseguimos encontrar um  mapa de Veneza lá por 2 EUR. Compramos uma bandeira do lugar como de costume, mas infelizmente me esqueci da miniatura da torre. Tiramos algumas fotos e encontramos acidentalmente um casal de brasileiros que havíamos conhecido no Vaticano. 

A torre de Pisa começou a ser levantada em 1174 onde instalariam o sino da Catedral. No terceiro andar a construção já começou a se inclinar consideravelmente em razão de um afundamento no solo. Para compensar a falha veio a idéia de fazer os próximos andares com o lado da inclinação mais alto. O que veio a pesar este lado e incliná-la ainda mais. A torre foi terminada em 1350. Com seus 56 metros de altura e uma inclinação de 5 graus, ela sofre, por ano, uma inclinação em torno de 1,3 milímetros em função de uma obra que fizeram na base. Antes dessa reformulação ela chegava a inclinar 20 milímetros ao ano. 

Demos a volta em torno de toda a praça e seguimos de volta a Srazione S. Rossore - que parecia uma estação um tanto deserta - e no caminho entramos em um supermercado para compramos algumas guloseimas (principalmente frutas), para pegarmos um trem até Lucca. Chegamos na estação e fomos direto para a máquina comprar os bilhetes. Estávamos olhando os horários quando ouvimos o barulho do trem. Era o nosso. Uma adrenalina danada. O trem estava parando para embarque e desembarque e a máquina não imprimia nossas passagens. Quando imprimiu saimos correndo e entramos sem nem validar os tickets. A viagem até Lucca duraria no máximo 20 minutos. É muito perto. A passagem custou apenas 2,4 EUR.

Lucca: a cidade murada 

Lucca é uma pequenina cidade medieval na região da Toscana. Ela é toda envolva por um muro com cerca de 9 metros. Possuem quatro portas de entrada: uma ao Norte, outra ao Sul, Leste e Oeste. Chegamos em Lucca pela estação central e caimos direto em uma praça em frente ao grande muro. Não tínhamos mapa nem nada que nos guiasse pela cidade. Não sabíamos nem como chegaríamos do outro lado do muro. Até que vimos uma pessoa entrando em uma das portas. Acompanhamos. A gente passa por uma espécie de caverna por dentro do muro e subimos escadas até nos vermos em cima do muro num tapete verde que compõe uma espécie de parque com banquinhos e tudo mais. Quase não se vê crianças e jovens. São mais idosos mesmo. Muitos idosos caminhando e até mesmo acompanhados por enfermeira nós vimos. Pouquíssimos turistas. Um silêncio puro e um ar bem gostoso por entre muitas árvores. Vimos de pronto uma torre com a ponta branca. Bem característica das torres medievais. Fomos em direção a ela. E ali se encontrava o Duomo di Lucca


Então resolvemos começar com uma visita a igreja. Era muito simples por dentro mas não deixava de também ser bela e cheia de histórias. Ela foi fundada no século VI, segundo a tradição de S. Frediano. A igreja S. Martino foi consagrada em 1070 e terminada suas obras de reconstrução e decoração externa apenas no século XV. Dentro do Museu da Catedral compramos um mini guia sobre a cidade. Com toda a história e os pontos turísticos e um mini mapa na contra-capa por apenas 2,5 EUR. E olha que era um pocket book de 63 páginas. Já era alguma coisa. O guia em Italiano, claro. 


Eu tinha visto no google maps um tal Anfiteatro que parecia interessante visitar. Fomos dali direto para lá seguindo nosso mapa mínimo em preto e branco. Depois de andar em círculos e ter a sensação de estarmos perdidos várias vezes, conseguimos chegar ao centro do Anfiteatro. Um círculo em vão se forma ao centro e ao redor casas. Ele era cercado de casas em cima e restaurantes, lojas e bares embaixo. Era sensacional. Era como se vivessemos naquela época por poucos instantes. Não sabíamos nem como sair dali. Havia uns três quarteirões de casas em círculo. Era difícil não se perder. O Anfiteatro romano foi construído ainda fora da muralha no século I ou II d.C. 

Casualmente chegamos a uma espécie de castelo e uma pequena fila de visitantes. Um pequeno e não um grande palácio, mas ali se encontrava a maior torre da cidade com direito a visita. Logicamente nós subimos por apenas 3,5 EUR. O Palazzo Guinigi foi construido no final do século XIV, todo de tijolos, (inclusive a torre) por uma família tradicional chamada Guinigi. Bom, na minha opinião ele precisa de restaurações. Mas que a vista lá do alto é excepcional, é. Atrapalha um pouco as árvores no topo e as milhares de escadas.

Passamos em frente a uma igreja muito angelical chamada Chiesa di S. Michele. Eu estava louca também para conhecer um outro palácio. Il Palazzo Pfanner, Le Ville Lucchesi e La villa Garzoni que possui um belíssimo jardim, além de querer também dar uma volta por cima do muro ao redor da cidade. Mas, como sempre, o tempo era muito curto e Alexandre estava cansado. Precisávamos mesmo descansar, ainda havia muito chão para caminharmos. Infelizmente deixamos para trás tal visita. Mas aconselho a quem for a Lucca tornar este, um passeio obrigatório. Infelizmente foram coisas que eu descobri que existiam quando chegamos lá. E pela falta de um bom mapa ficava difícil nos perder e depois conseguir voltar a Florença ainda aquele dia. 

Passeamos ainda pelas ruas por perto, e voltamos para a estação central para retornarmos ao nosso albergue. Foi uma aventura interessante pelo desconhecido. Bem instigante eu diria. Aconselho fazerem um pouco disso. A volta para Florença nos custou 5 EUR. No dia seguinte partiríamos para Vicenza, como já lhes relatei.

Foto 1: Praça dos Milagres onde se encontra a Torre de Pisa
Foto 2: As costas da capela e torre de Pisa
Foto 3: O muro que cerca a cidade de Lucca, Itália 
Foto 4: Fachada do Duomo de San Martin em Lucca
Foto 5:
O Anfiteatro de Lucca visto do Palazzo Guinigi
Foto 6: Casas com estilo medieval ao redor da vila Guinigi